domingo, 4 de outubro de 2020

A importãncia da argumentação no discurso escrito ou falado - ABNT-NBR 10520/2002

Bom dia! 
   Abordar o assunto da argumentação no discurso é algo extenso, porém, podemos fazê-lo em artigos breves. Em 20 de setembro de 2020, publiquei aqui o artigo: “NBR 10520/2002 - Argumentação e fundamentação teórica no texto acadêmico-científico”, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/09/nbr-105202002-argumentacao-e.html], publicado em atenção a uma aluna, tema ao qual voltamos hoje. 
   Antônio Suárez Abreu (2013, p.99) descreve o discurso de uma forma bem poética: “as palavras são como fios com os quais vamos tecendo nossas ideias em forma de texto. Quando falamos ou escrevemos, vamos retirando da nossa memória as palavras que vamos utilizar”. 
   Já para definir a ação da argumentação, propriamente dita, Abreu (2013, p.26) defende que: “argumentar é, pois, em última análise, a arte de, gerenciando informação, convencer o outro de alguma coisa no plano das ideias e de, gerenciando relação, persuadi-lo, no plano das emoções, a fazer alguma coisa que nós desejamos que ele faça”.
   Para ilustrar melhor o significado do ato de argumentar, deixo aqui letra do Samba Enredo 2019 da Estação Primeira de Mangueira, intitulado “Histórias para ninar gente grande”, analisada por Rosa e Queiroz (2019), letra esta que, por si só, remete-nos à reflexão sobre o quanto uma boa argumentação pode ser convincente.

Samba “Histórias para ninar gente grande” 

“Mangueira, tira a poeira dos porões

Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasil que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa as multidões

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasil que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa as multidões

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500
Tem mais invasão do que descobrimento

Tem sangue retinto pisado

Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de Cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, Malês

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasil que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa as multidões.”

Autoria de: Roni Oliveira, Marcio Bola, Silvio Mama, Deivid Domenico, Tomaz Miranda e Danilo Firmino


Desejo uma boa semana de estudos a todos! 

Regina Del Buono

Email: abntouvancouver@gmail.com

Skype: abntouvancouver2012

REFERÊNCIAS

ABREU, Antônio Suárez. A arte de argumentar: gerenciando razão e Emoção. 13. Ed. São Paulo: Ateliê Cultura, 2013. 

DEL-BUONO, Regina C.  NBR 10520/2002 - Argumentação e fundamentação teórica no texto acadêmico-científico. Publicado em 20 set 2020. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/09/nbr-105202002-argumentacao-e.html].

ROSA, Lívia Freire; QUEIROZ, Claudio Ribeiro Santana. Linguagem e Argumentação no Samba Enredo Estação Primeira de Mangueira. Universidade Católica do Salvador. Anais da 22ª. Semana de mobilização Científica – SEMOC, 2019.

VAGALUME. Samba-enredo 2019 – Histórias para Ninar Gente grande. Publicado em 2019. Disponível em: [https://www.vagalume.com.br/mangueira/samba-enredo-2019-historias-para-ninar-gente-grande.html]; acesso em 02 set 2020. 

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