domingo, 20 de setembro de 2020

NBR 10520/2002 - Argumentação e fundamentação teórica no texto acadêmico-científico

   Bom dia! Todo texto científico deve ser baseado em uma argumentação consistente acerca de determinado assunto/tema. Assim, para conferir veracidade e boa fundamentação teórica, devem constar do texto científico ideias, dados, informações e fatos reais, assim como todas as fontes consultadas para a sua elaboração, de acordo com o que estabelece a NBR 10520/2002 - Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. Vários são os artigos publicados aqui sobre a NBR 10520/2002, cuja lista consta ao final deste post, mas hoje voltamos a este assunto em atenção à dúvida recebida de Jolie S.P. :
Bom dia Regina. Amei seu blog e suas explicações. Gostaria de saber o que o professor quer que eu faça quando me devolve o trabalho com essas questões a serem solucionadas: 
Desse modo, adotamos pesquisa de caráter qualitativo (segundo quais autores?) bem como pesquisas bibliográficas (segundo quais autores?). 
   De início, cabe destacar que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a entidade nacional responsável por definir regras e modelos para elaboração dos documentos oficiais no Brasil, entre os quais constam os textos acadêmico-científicos. Tal padrão consta da NBR 105210/2002, já que define a obrigatoriedade de serem mencionadas todas as teorias e obras/autores consultados para a escrita do texto em questão.
  Dito de outra forma, e, tomando este artigo como exemplo, para fundamentar estas explicações, estou informando a fonte na qual ela foi obtida para poder fazer aqui tal argumentação – no caso, a NBR 10520/2002 da ABNT
   Em segundo lugar, e para simplificar as respostas necessárias à indagação recebida, observa-se que o orientador está solicitando dois elementos fundamentais: 
1. que sejam definidos os conceitos sobre pesquisa de caráter qualitativo e sobre pesquisas bibliográficas; 
2. que sejam informadas as fontes consultadas para assegurar tais conceitos e definições. 
   Entre os vários aspectos a serem destacados para responder - de forma mais abrangente - à pergunta de hoje, seguem enumerados e acompanhados de sugestão de leitura de artigos anteriores já publicados aqui.

1. Compreender as normas da Metodologia Científica e identificar a apostila de sua universidade, para verificar as exigências específicas nela contidas. 

   Entre meus artigos, sugiro que leia(m): 

A Metodologia do Trabalho Científico e as Normas da ABNT. Publicado em 27 abr 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/04/metodologia-cientifica-abnt.html]; 

As NBRs e as Monografias segundo a ABNT. Publicado em 12 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/nbrs-e-as-monografias-pela-abnt.html]. 

O que é metodologia de pesquisa? Publicado em 21 set 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/09/o-que-e-metodologia-de-pesquisa.html]. 

Como elaborar um texto de acordo com a redação científica. Publicado em 04 mar 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/03/como-elaborar-um-texto-de-acordo-com.html]. 

2. Ter clara a relevância da fundamentação da argumentação apresentada

   Ao redigir um texto de cunho científico, deve-se mencionar determinado assunto, explicá-lo e ainda, fornecer o autor e a obra consultados.
   Para melhor compreensão, indico a leitura de meu artigo publicado em 09 de fevereiro de 2020, intitulado “A importância da escrita científica”, no link: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/02/a-importancia-da-escrita-cientifica.html]. 

3. No que se refere à afirmação feita no texto sobre ser uma pesquisa qualitativa e pesquisa bibliográfica, eu destaco duas possibilidades:

3.1. Tal afirmação está coerente, caso a monografia em questão seja elaborada enquanto pesquisa de campo, que exige, além da própria pesquisa, todo o levantamento bibliográfico necessário à elaboração da fundamentação teórica que embasará o estudo em desenvolvimento; 

3.2. Contrariamente, se a monografia que está sendo escrita for uma pesquisa bibliográfica, a afirmação acima traz uma contradição, já que pesquisa bibliográfica e pesquisa qualitativa são técnicas diferentes uma da outra. 


   Vamos à teoria. Diferentes especialistas, entre eles, Severino (2007) e Rodrigues e Limena (2006), preferem definir como “abordagem qualitativa e abordagem quantitativa” a elaboração da pesquisa de campo (qualitativa) e da pesquisa bibliográfica (quantitativa), para permitir a melhor compreensão desses conceitos. 

   Pesquisa qualitativa ou pesquisa de campo é utilizada quando se pretende verificar in loco, como determinado fato/situação é percebido por aqueles que vivem/convivem com aquela situação/condição ou problema. Em outras palavras, a pesquisa qualitativa permite que se investigue a subjetividade dos indivíduos diante de determinadas circunstâncias. 

   Para Rodrigues e Limena (2006, p. 90), a abordagem qualitativa é aquela que: 
Quando não emprega procedimentos estatísticos ou não tem, como objetivo principal, abordar o problema a partir desses procedimentos. É utilizada para investigar problemas que os procedimentos estatísticos não podem alcançar ou representar, em virtude de sua complexidade. Entre esses problemas, poderemos destacar aspectos psicológicos, opiniões, comportamentos, atitudes de indivíduos ou de grupos. Por meio da abordagem qualitativa, o pesquisador tenta descrever a complexidade de uma determinada hipótese, analisar a interação entre as variáveis e ainda interpretar os dados, fatos e teorias. 
   Por sua vez, a pesquisa bibliográfica ou quantitativa é aquela que permite que sejam tabulados e quantificados dados, a partir do levantamento na literatura especializada no tema em desenvolvimento. em outras palavras, escrever ao escrever uma pesquisa bibliográfica, o pesquisador não irá "interferir" nos fatos ocorridos, uma vez que utilizou os textos de outros pesquisadores, estabelecendo, em texto próprio, uma "conversa" entre as definições/dados encontrados. 
   Segundo Severino (2007, p.122), “o pesquisador trabalha a partir de contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos”. 

   A lista completa de meus artigos sobre pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo consta ao final deste post. São artigos breves, que falam de situações específicas, para oferecer melhor compreensão, acredito serem autoexplicativos. 
   Eu espero ter colaborado com explicações para dirimir as dúvidas, porém, fico à disposição para novos contatos.
   Bons estudos! 
Regina Del Buono
Email: abntouvancouver@gmail.com
Skype: abntouvancouver2012 
REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10520 - Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. 2002.

RODRIGUES, Maria Lucia; LIMENA, Maria Margarida Cavalcanti (Orgs.). Metodologias multidimensionais em Ciências Humanas. Brasília: Líber Livros Editora, 2006.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

Artigos sobre pesquisa bibliográfica

DEL-BUONO, Regina C.  As normas da ABNT para Monografias e TCCs (textos acadêmico-científicos). Publicado em 11 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/abnt-e-as-nbrs-para-monografias-e-tccs.html].

______. As NBRs e as Monografias segundo a ABNT. Publicado em 12 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/nbrs-e-as-monografias-pela-abnt.html].

______. Pré-Texto, Texto e Pós-Texto: ABNT para Monografias e TCCs. Publicado em 13 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/pre-texto-texto-e-pos-texto-abnt.html].

______. Como formatar a Monografia seguindo a Metodologia ABNT? Publicado em 06 ago 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/08/metodologia-abnt-como-formatar.html].

______. Como formatar a Monografia seguindo a Metodologia ABNT? Publicado em 06 ago 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/08/metodologia-abnt-como-formatar.html].

______. A Pesquisa Bibliográfica e a Técnica Quantitativa, Jardilino, Rossi e Santos, Cervo e Bervian, e Tozoni-Reis. Publicado em 24 fev 2013. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2013/02/a-pesquisa-bibliografica-e-tecnica.html].

______. A Pesquisa Quantitativa ou Pesquisa Bibliográfica. Publicado em 07 abr 2013. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2013/04/pesquisa-quantitativa-ou-bibliografica.html].

______. Importância da Bibliografia para o Texto Acadêmico-Científico. Publicado em 07 jul 2013. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2013/07/importancia-da-bibliografia-para-o.html].

______. A importância da Fundamentação Teórica em uma Monografia. Publicado em 09 fev 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/02/a-importancia-da-fundamentacao-teorica.html].

______.  A pesquisa bibliográfica - Quanto ao objeto da Pesquisa. Publicado em 12 jul 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/07/a-pesquisa-bibliografica-quanto-ao.html].

______. O capítulo para Discussão e Resultados em Monografias e TCCs. Publicado em 26 jul 2020. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/07/o-capitulo-para-discussao-e-resultados.html].

Artigos sobre pesquisa de campo:

DEL-BUONO, Regina C. Como inserir a entrevista da pesquisa de campo no texto científico: Anexo ou Apêndice? NBR 14725/2005 = Informação e documentação – Trabalhos Acadêmicos. 28 abr 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/04/como-inserir-entrevista-da-pesquisa-de.html].

______. A coleta de dados de uma Pesquisa de Campo e sua inserção no texto científico. 19 nov 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/11/a-coleta-de-dados-de-uma-pesquisa-de.html].

______. A Pesquisa de Campo e a forma de incluir as entrevistas no texto da monografia 12 nov 2017.  Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/11/a-pesquisa-de-campo-e-forma-para.html].

______. Como inserir os dados de entrevista semi-estruturada na monografia? Pesquisa de Campo. 22 out 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/10/como-inserir-os-dados-de-entrevista.html].

______. Como elaborar um relatório com as entrevistas de uma Pesquisa de Campo (Qualitativa)? 22 ja
n 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/01/como-elaborar-um-relatorio-com-as.html].

______. As entrevistas para uma Pesquisa de Campo e as Citações Diretas – NBR 10520/2002. 30 out 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/10/as-entrevistas-para-uma-pesquisa-de.html].

______. A Pesquisa de Campo e o número de respondentes. 23 out 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/10/a-pesquisa-de-campo-e-o-numero-de.html].

______. A Pesquisa de Campo e a Entrevista semi-estruturada com apenas um respondente. 28 ago 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/08/a-pesquisa-de-campo-e-entrevista-semi.html].

______. Como analisar e associar as respostas de uma pesquisa de campo à teoria? 26 jun 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/06/como-analisar-e-associar-as-respostas.html].  

______. Como classificar ou qualificar os participantes de uma Pesquisa de Campo? 05 jun 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/06/como-classificar-ou-qualificar-os.html].

______. A Pesquisa de Campo e a inclusão da entrevista em uma Monografia. 01 mai 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/05/a-pesquisa-de-campo-e-inclusao-da_1.html];

______. As principais técnicas ou Procedimentos em Pesquisa Científica. 25 out 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/10/as-principais-tecnicas-ou-procedimentos.html].

______. Como definir a população alvo de amostra para uma Pesquisa de Campo?    23 ago 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/08/como-definir-populacao-alvo-de-amostra.html].

______. A Pesquisa de Campo enquanto procedimento de pesquisa. 26 jul 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/07/a-pesquisa-de-campo-enquanto.html].

______. Os Anexos da Pesquisa de Campo: o Roteiro de Perguntas. 09 nov 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/11/os-anexos-da-pesquisa-de-campo-o.html].

______. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a Pesquisa de Campo. 02 nov 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/11/o-termo-de-consentimento-livre-e.html].

sábado, 19 de setembro de 2020

domingo, 6 de setembro de 2020

Como grafar sobrenomes compostos segundo a NBR 6023/2002 da ABNT- Monografias/TCCs

Boa tarde! No que refere ao modo correto de grafar sobrenomes compostos em um texto acadêmico-científico, cabe destacar a NBR 6023/2002 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser a norma que define a apresentação das fontes consultadas para a escrita de textos científicos, prescrevendo inúmeros detalhes importantes.

Sobre os detalhes na elaboração das Referências, publiquei uma pequena série de artigos neste blog, cuja lista consta ao final deste*, vale a pena conferir. Entretanto, no último dia 28 de junho de 2020 publiquei aqui o artigo “NBR 6023/18 e a forma de grafar sobrenomes compostos no texto acadêmico-científico“, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/06/nbr-602318-e-forma-de-grafar-sobrenomes.html], assunto ao qual voltamos hoje, em resposta ao comentário recebido recentemente, a destacar:
Olá, Bom dia, posso por escolha minha colocar um hífen entre meus dois últimos sobrenomes para que apareçam em citações? Isso pode causar-me algum problema? 
Bem, em resposta a esta pergunta, e, conforme explicado anteriormente, a NBR 6023/2002 da ABNT estabelece que nomes compostos podem ou não ser grafados com hífen, mas destaco que isto deverá ser feito em todas as publicações do(a) autor(a), constando da mesma forma tanto na lista das Referências, como ao longo do texto.

Uma vez que as diferentes universidades brasileiras têm a liberdade de estabelecer, com base nas NBRs da ABNT, pequenas exigências em sua(s) própria(s) apostila(s) de Metodologia Científica, como se pode observar, entre outras metodologias/universidades, a indicação feita na apostila de metodologia da FSP/USP (sem data), a destacar: 
" Sobrenomes compostos ou ligados por hífen: 

ABNT 

ESPÍRITO SANTO, Antonio Carlos do 
PACHECO E SILVA, A. 
PAULA SOUZA, R. de 
VALLERY-RADOT, J.I.P. "
Como se pode verificar no modelo acima, os sobrenomes compostos são aceitos nas quatro formas mencionadas. 

Assim, o(a) universitário(a)/redator(a) não incidirá em qualquer tipo de erro, nem se prejudicará ao adotar esta prática, que é permitida pela NBR 6023/2002, lembrando ser importante consultar a apostila de metodologia de sua universidade, e ainda, a(o) seu orientador(a).

Espero ter esclarecido às dúvidas, mas permaneço à disposição, para novas indagações.

Bons estudos! 

Regina Del Buono 
Skype: abntouvancouver2012 
Referências

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023 – Informação e documentação – Referências – Elaboração. 2002.

DEL-BUONO, Regina C. NBR 6023/18 e a forma de grafar sobrenomes compostos no texto acadêmico-científico. Publicado em 28 jun 2020. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/06/nbr-602318-e-forma-de-grafar-sobrenomes.html].

__________, A NBR 6023/2002 e os elementos complementares – 5º. Post da série Lista das Referências. Publicado em 05 ago 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/08/a-nbr-60232002-e-os-elementos.html].

__________, A NBR 6023/2002 e os elementos essenciais – 4º. Post da série Lista das Referências. Publicado em 08 abr 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/04/a-nbr-60232002-e-os-elementos.html].

__________, As regras gerais da ABNT para a elaboração da lista das Referências e a NBR 6023/2002 – 3º. post da série Lista de Referências. Publicado em 04 fev 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/02/as-regras-gerais-da-abnt-para.html].

__________, A NBR 6023/2002 e os elementos de composição de cada obra/autor de uma lista de Referências = 2º. artigo da série Lista de Referências. Publicado em 14 jan 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/01/a-nbr-60232002-e-os-elementos-de.html].

__________, A NBR 6023/2002 - Lista das Referências e a entrada de obra de autor desconhecido - 1o. da série Referências. Publicado em 10 dez 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/12/a-nbr-60232002-lista-das-referencias-e.html].

__________, Bibliografia ou Referências? ABNT - NBR 6023/2003 – Informação e documentação - Referências – Elaboração ABNT. Publicado em 30 abr 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/04/bibliografia-ou-referencias-abnt-nbr.html].

FSP-USP – FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA – USP. Referências – 8. Guia sem data. Disponível em: [http://www.biblioteca.fsp.usp.br/~biblioteca/guia/a_cap_08.htm]; acesso em 03 set 2020.

sábado, 5 de setembro de 2020

domingo, 16 de agosto de 2020

Hipótese versus Problema do texto acadêmico-científico - Monografias e TCCs

   Bom dia! Estabelecer a hipótese – ou resposta hipotética – em um texto acadêmico-científico é algo que exige o cuidado na pesquisa e leitura de obras e autores especializados no tema sobre o qual se pretende escrever, a partir da definição do problema a ser investigado. Em 02 de agosto de 2020, publiquei o artigo denominado: "Problema vs. Hipótese do texto acadêmico-científico – Monografias e TCCs”, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/08/problema-versus-hipotese-do-texto.html], no qual abordei a questão da problematização e da hipótese, assuntos aos quais voltamos hoje. 

   No que se refere à aquisição de saberes e práticas científicas, Praia, Cachapuz e Gil-Perez (2002, p.255) defendem que “o conhecimento científico é um constante jogo de hipóteses e expectativas lógicas, um constante vaivém entre o que pode ser e o que é, uma permanente discussão e argumentação/contra-argumentação entre a teoria e as observações e as experimentações realizadas”.

  Sobre a construção do conhecimento científico, Barros (2008, p.153) explica que uma hipótese sugerida como resposta a um problema de pesquisa pode ser considerada como “uma espécie de fio condutor para a construção do conhecimento”. Este autor define o problema e a hipótese (BARROS, 2008, p.153):  
Problematizar é lançar indagações, propor articulações diversas, conectar, construir, desconstruir, tentar enxergar de uma nova maneira, e uma série de operações que se fazem incidir sobre o material coletado e os dados apurados. Problematizar, nas suas formulações mais irredutíveis, é levantar uma questão sobre algo que se constatou empiricamente ou sobre uma realidade que se impôs ao pesquisador. 
   Ainda Barros ensina que a proposição de uma resposta hipotética colabora para que “o impasse produzido pelo problema” permita a busca pela solução adequada, podendo ser “descartadas” as hipóteses que não atendam à resposta desejada/necessária. Assim, Barros (2008, p.152-3) define que “a hipótese corresponde a uma resposta possível ao problema formulado, a uma suposição ou solução provisória mediante à qual a imaginação se antecipa ao conhecimento, e que se destina a ser ulteriormente verificada (para ser confirmada ou rejeitada)”.

   Mesmo que seja “provisória”, a hipótese colabora na argumentação científica, tendo algumas funções nessa construção do conhecimento científico, que merecem destaque (BARROS, 2008, p.153):
1. Função Norteadora: direcionamento da pesquisa, ao fixar as finalidades de cada etapa a ser cumprida ao longo da pesquisa, e ainda, no que se refere aos procedimentos metodológicos específicos;
2. Função Delimitadora: restringir o campo de pesquisa;
3. Função Interpretativa: propor uma possível solução para o Problema investigado
4. Função Argumentativa: desencadear inferências e funcionar como pontos de partida para deduções (encaminhamento do método hipotético-dedutivo de raciocínio) 
5. Função Complementadora: preencher lacunas do conhecimento, ao propor explicações provisórias;
6. Função Multiplicadora: se potencialmente generalizável, permitir uma aplicabilidade adaptada a outras pesquisas (possibilitando, desta forma, o avanço ou o enriquecimento do conhecimento científico). 
   Praia et al. (2002, p. 254-5) adotam a mesma linha de raciocínio de Barros (2008), ao defenderem que “a hipótese tem um papel de articulação e de diálogo entre as teorias, as observações e as experimentações, servindo de guia à própria investigação”. Assim, é importante ressaltar “a criação da hipótese científica e a sua validação”, ou seja, a resposta hipotética deve ser confirmada ao longo do texto, podendo ser essa confirmação “positiva ou negativa”.

   Para Carvalho (2000, p.3), “ a ciência não é imediatista, não se contenta com informações superficiais sobre um aspecto da realidade, mesmo que esta informação seja útil de alguma maneira”; a ciência procura sempre corrigir suas produções, já que “o conhecimento científico se caracteriza também como uma procura das possíveis causas de um acontecimento”.

   Em resumo, a partir da formulação do problema a ser investigado pelo tema escolhido, e principalmente, com a leitura de toda a literatura selecionada para a escrita de sua monografia/TCC, as teorias e conceitos analisados permitirão ao aluno(a)/pesquisador(a) que proponha uma solução hipotética condizente com sua pesquisa.

   Lembre(m)-se de mostrar ao seu orientador(a) o tema escolhido, o problema a investigar e os principais autores selecionados.
Regina Del Buono
Email: abntouvancouver@gmail.com
Skype: abntouvancouver2012
Referências

BARROS, José D’Assunção. As hipóteses nas Ciências Humanas — considerações sobre a natureza, funções e usos das hipóteses. Sísifo /Revista de Ciências da Educação, n. 7, set/dez.2008.

CARVALHO, Alex et al. Aprendendo Metodologia Científica. São Paulo: O nome da Rosa, p. 11-69, 2000.

PRAIA, João; CACHAPUZ, António; GIL-PEREZ, Daniel. A Hipótese e a experiência científica em educação em ciência: contributos para uma reorientação epistemológica. Ciência & Educação, v. 8, n. 2, p. 253-262, 2002. Disponível em: [https://www.scielo.br/pdf/ciedu/v8n2/09.pdf]. 

sábado, 15 de agosto de 2020

A cultura científica... Gaston Bachelard

                                                              “Na cultura científica tornamo-nos, necessariamente,
o sujeito consciente do ato de compreender. 

E se o ato de compreender supera uma dificuldade, 
a alegria de compreender compensa todos os pesares".
 


Gaston Bachelard
filósofo e poeta francês
(1884 – 1962)

domingo, 9 de agosto de 2020

Dia dos pais 2020 - Uma oração para você!

Pai, uma oração para você

Pedi ao Pai para que guiasse seus passos, e que iluminasse sua mente.
Uma benção especial de Sua graça, 
pedi aos anjos para ficarem todo o tempo com você, 
vigiando-o e protegendo-o em tudo o que você fizer.

Quando eu orei ao Pai, 
pedi para que lhe enviasse nas asas dos anjos, 
um toque de amor e bondade.

Pedi para que sussurrem em seus ouvidos  paz e alegria, 
canções de amor e felicidade em delicada sinfonia angelical embalando seu sono.

Por fim, fiz ainda mais um pedido:
que o Pai permitisse que,
os anjos que o protegem, que proporcionem serenidade a você. 

Assim, quando você sentir uma leve brisa tocando o seu rosto, não se assuste:
são os anjos enviados de Deus, 
que pedi que viessem lhe proteger.

Autor desconhecido*

*texto localizado na internet, no qual tomei a liberdade de fazer pequenas correções gramaticais.

sábado, 8 de agosto de 2020

Os fantásticos livros voadores de Mr. Lessmore ...

O curta-metragem "Os fantásticos livros voadores de Mr. Lessmore" apresenta com muita leveza a grande importância da leitura como hábito fundamental para o crescimento humano, em todos os sentidos. 

Seja por lazer, informação ou aprendizado técnico, a leitura permite que possamos desenvolver ainda mais a nossa criatividade e imaginação, assim como colabora na formação do pensamento crítico e das emoções, já que nos ajuda a clarear nossa visão sobre o mundo que nos cerca. 



Roteiro: William Joyce

              Direção: William Joyce e Brandon Oldenburg                             


"Ler é viajar sem sair do lugar, voar sem ter asas, caminhar sem tirar os pés do chão, sonhar acordado, navegar em um mar de palavras, soltando a imaginação" (ALICE FERREIRA).   




  
      

domingo, 2 de agosto de 2020

Problema versus Hipótese do texto acadêmico-científico - Monografias e TCCs

   Boa tarde! A questão da hipótese, ou resposta hipotética no texto acadêmico-científico é um dos elementos iniciais com o qual o universitário(a)pesquisador(a) deve se preocupar, no momento de elaborar sua monografia/TCC
  Dito de outra forma, são três os elementos iniciais: a escolha do tema, a definição do problema a ser investigado e a resposta a esse problema, que é a hipótese. Para explicar de forma simplista o conceito sobre uma hipótese científica, falemos antes sobre a importância da problematização de determinada situação. Em 05 de julho de 2020, publiquei um artigo denominado “O problema da pesquisa acadêmico-científica – Monografias e TCCs”, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/07/o-problema-da-pesquisa-academico.html]. A respeito do problema na pesquisa científica, Barros (2008, p.152) define que:
Problematizar é lançar indagações, propor articulações diversas, conectar, construir, desconstruir, tentar enxergar de uma nova maneira, e uma série de operações que se fazem incidir sobre o material coletado e os dados apurados. Problematizar, nas suas formulações mais irredutíveis, é levantar uma questão sobre algo que se constatou empiricamente ou sobre uma realidade que se impôs ao pesquisador.
   Uma vez que tanto o problema de um estudo acadêmico-científico, quanto a resposta ao mesmo devem acontecer na perspectiva científica, cabe destacar a definição dada por Fonseca (2008, p.19) sobre “a aquisição/construção do conhecimento em ciência, que é o “método científico”. Caracteriza-se por um conjunto de procedimentos racionais e pré-estipulados de que o pesquisador se utiliza para atingir uma determinada meta”.
   Já que o problema a ser investigado numa pesquisa acadêmica consiste em ser uma pergunta, a resposta ao mesmo deve ser uma afirmação categórica, ainda que seja uma resposta hipotética. Equivale a dizermos que essa resposta hipotética é uma suposição, isto é, “[...] uma asserção provisória que, longe de ser uma proposição evidente por si mesma, pode ou não ser verdadeira [...] (BARROS, 2008, p. 152-3).
   No caso de universitários(as) que estão elaborando pela primeira vez um trabalho científico, a compreensão dos elementos do texto, como um todo, assim como as diferentes etapas, costumam exigir o levantamento de obras/autores que discorram a respeito do tema escolhido, materiais esses que deverão ser amplamente analisados, permitindo sua maior compreensão.
    Aqui, eu mencionaria Gil (1996), ao defender que é preciso ter experiência na área cujo tema está sendo desenvolvido, mas, de minha parte, acredito ser fundamental – de fato – a leitura e compreensão das teorias analisadas, além da comparação das ideias, permitindo então, que seja proposta uma resposta hipotética, que, se feita desta forma, estará baseada no empirismo, isto é, nos conceitos defendidos pelos especialistas, e com isso, permitindo a viabilidade da hipótese proposta.
    Assim, estou defendendo que os(as) iniciantes na escrita científica devam dedicar-se à leitura e aprofundamento nas obras selecionadas para a elaboração de seu trabalho acadêmico-científico, permitindo aos acadêmicos(as) a proposição de uma hipótese que seja confirmada ao longo das teorias abordadas em seu texto.
    Bons estudos!
Regina Del Buono
Skype: abntouvancouver2012
Referências 
BARROS, José D’Assunção. As hipóteses nas Ciências Humanas — considerações sobre a natureza, funções e usos das hipóteses. 2008. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, n. 07, p. 151-162, set./dez.2008. Universidade de Lisboa. Disponível em: [http://sisifo.ie.ulisboa.pt/index.php/sisifo/article/view/127/211]; acesso em 02 maio 2020.
FONSECA, Regina C Veiga da. Metodologia do Trabalho Científico. 1.ed. rev. – Curitiba, PR: IESDE Brasil, 2012. Disponível em: [https://biblioteca.isced.ac.mz/bitstream/123456789/786/1/METODOLOGIA%20DO%20TRABALHO%20CIENTÍFICO.pdf]; acesso em 02 maio 2020.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

sábado, 1 de agosto de 2020

Manifesto pelos indígenas no Brasil e a Covid 19... por Sebastião Salgado

O que o mundo inteiro já sabe, o que milhões de pessoas esperam... 


Sebastião Ribeiro Salgado Júnior
(1944 -           )
economista e fotógrafo mineiro


domingo, 26 de julho de 2020

O capítulo para Discussão e Resultados em monografias e TCCs

   Bom dia! O tema deste artigo de opinião se refere à inserção do capítulo Discussão ou Análise de Dados e Resultados, no contexto de uma monografia/TCC. Existem  diferenças na estrutura dos textos acadêmico-científicos, quanto ao tipo de pesquisa realizada – seja bibliográfica ou de campo. De acordo com o tipo de pesquisa definida para a escrita do texto, sua estrutura ou “escopo” deverá apresentar algumas variações.
 Em 01 de maio de 2016, publiquei o artigo “A pesquisa de Campo e a inclusão da entrevista em uma monografia”, detalhando a importância da inclusão dos dados obtidos pelo(a) universitário(a)/pesquisador(a) ao longo da pesquisa, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/05/a-pesquisa-de-campo-e-inclusao-da_1.html]. Ainda sobre a Pesquisa Bibliográfica e a Pesquisa de Campo, há uma lista de artigos já publicados aqui, para facilitar sua maior compreensão.
   Uma vez que as universidades têm a liberdade para definir as próprias exigências em suas apostilas de Metodologia Científica quanto à apresentação de monografias e TCCs, surgem variações no padrão do texto, embora sigam as regras da ABNT.
   Tais variações estão justamente nos elementos não definidos pelas regras; entretanto, uma vez descrita na metodologia científica, tais variações deverão ser seguidas pelos acadêmicos, no sentido de obterem a aprovação de seus trabalhos.
   É aqui que surge uma questão que vale a pena mencionar, quando, por exemplo, exige-se a inserção de um capítulo para Discussão de Resultados em um texto cuja pesquisa é bibliográfica. Uma vez que uma pesquisa bibliográfica é baseada nos escritos de outros autores, o que se pode fazer, até para enriquecer o próprio texto, é ir comparando as teorias analisadas, ao longo dos capítulos.
  É algo distinto de criar um capítulo para discutir dados e resultados, já que não foram levantados pelo(a) universitário(a)/redator(a), face ter realizado uma pesquisa bibliográfica.
  Embora pareça ser um aspecto indiferente, dentro da lógica da composição de cada tipo de pesquisa, esta exigência não é exatamente adequada. Ainda assim, ficam valendo as exigências da apostila de metodologia de cada universidade.
   Bons estudos!
Regina Del Buono
email: abntouvancovuer@gmail.com
Skype: abntouvancouver2012
Referências
Artigos sobre pesquisa bibliográfica
DEL-BUONO, Ragina C. As normas da ABNT para Monografias e TCCs (textos acadêmico-científicos). Publicado em 11 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/abnt-e-as-nbrs-para-monografias-e-tccs.html].
__________, As NBRs e as Monografias segundo a ABNT. Publicado em 12 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/nbrs-e-as-monografias-pela-abnt.html].
__________, Pré-Texto, Texto e Pós-Texto: ABNT para Monografias e TCCs. Publicado em 13 jun 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/06/pre-texto-texto-e-pos-texto-abnt.html].
__________, Como formatar a Monografia seguindo a Metodologia ABNT? Publicado em 06 ago 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/08/metodologia-abnt-como-formatar.html].
__________, Como formatar a Monografia seguindo a Metodologia ABNT? Publicado em 06 ago 2012. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2012/08/metodologia-abnt-como-formatar.html].
__________, A Pesquisa Bibliográfica e a Técnica Quantitativa, Jardilino, Rossi e Santos, Cervo e Bervian, e Tozoni-Reis. Publicado em 24 fev 2013. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2013/02/a-pesquisa-bibliografica-e-tecnica.html].
__________, A Pesquisa Quantitativa ou Pesquisa Bibliográfica. Publicado em 07 abr 2013. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2013/04/pesquisa-quantitativa-ou-bibliografica.html].
__________, Importância da Bibliografia para o Texto Acadêmico-Científico. Publicado em 07 jul 2013. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2013/07/importancia-da-bibliografia-para-o.html].
__________, A importância da Fundamentação Teórica em uma Monografia. Publicado em 09 fev 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/02/a-importancia-da-fundamentacao-teorica.html].
__________, A pesquisa bibliográfica - Quanto ao objeto da Pesquisa. Publicado em 12 jul 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/07/a-pesquisa-bibliografica-quanto-ao.html].

Artigos sobre Pesquisa de Campo
DEL-BUONO, Regina C. Como inserir a entrevista da pesquisa de campo no texto científico: Anexo ou Apêndice? NBR 14725/2005 = Informação e documentação – Trabalhos Acadêmicos. 28 abr 2018. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2018/04/como-inserir-entrevista-da-pesquisa-de.html].
__________, A coleta de dados de uma Pesquisa de Campo e sua inserção no texto científico. 19 nov 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/11/a-coleta-de-dados-de-uma-pesquisa-de.html].
__________, A Pesquisa de Campo e a forma de incluir as entrevistas no texto da monografia. Publicado em 12 nov 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/11/a-pesquisa-de-campo-e-forma-para.html].
__________, Como inserir os dados de entrevista semi-estruturada na monografia? Pesquisa de Campo. Publicado em 22 out 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/10/como-inserir-os-dados-de-entrevista.html].
__________, Como elaborar um relatório com as entrevistas de uma Pesquisa de Campo (Qualitativa)? Publicado em 22 jan 2017. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/01/como-elaborar-um-relatorio-com-as.html].
__________, As entrevistas para uma Pesquisa de Campo e as Citações Diretas – NBR 10520/2002. Publicado em 30 out 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/10/as-entrevistas-para-uma-pesquisa-de.html].
__________, A Pesquisa de Campo e o número de respondentes. Publicado em 23 out 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/10/a-pesquisa-de-campo-e-o-numero-de.html].
__________, A Pesquisa de Campo e a Entrevista semi-estruturada com apenas um respondente. Publicado em 28 ago 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/08/a-pesquisa-de-campo-e-entrevista-semi.html].
__________, Como analisar e associar as respostas de uma pesquisa de campo à teoria? Publicado em 26 jun 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/06/como-analisar-e-associar-as-respostas.html].
__________, Como classificar ou qualificar os participantes de uma Pesquisa de Campo? Publicado em 05 jun 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/06/como-classificar-ou-qualificar-os.html].
__________, A Pesquisa de Campo e a inclusão da entrevista em uma Monografia. Publicado em 01 mai 2016. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/05/a-pesquisa-de-campo-e-inclusao-da_1.html].
__________, As principais técnicas ou Procedimentos em Pesquisa Científica. Publicado em 25 out 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/10/as-principais-tecnicas-ou-procedimentos.html].
__________, Como definir a população alvo de amostra para uma Pesquisa de Campo? Publicado em 23 ago 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/08/como-definir-populacao-alvo-de-amostra.html].
__________, A Pesquisa de Campo enquanto procedimento de pesquisa. Publicado em 26 jul 2015. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/07/a-pesquisa-de-campo-enquanto.html].
__________, Os Anexos da Pesquisa de Campo: o Roteiro de Perguntas. Publicado em 09 nov 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/11/os-anexos-da-pesquisa-de-campo-o.html].
__________, O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a Pesquisa de Campo. Publicado em 02 nov 2014. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/11/o-termo-de-consentimento-livre-e.html].

sábado, 25 de julho de 2020

One human family, food for all! ... Alegoria das colheres longas... Mia Couto

“Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, 
em todo o mundo, 
sem que seja preciso o pretexto da guerra: 
essa arma chama-se fome.”


António Emílio Leite Couto 
pseudônimo: Mia Couto*
(1955 -          )
escritor e biólogo moçambiquano

* Conferência de Estoril ( 2011)
Disponível em: [http://estadodedireito.com.br/a-mais-emocionante-animacao-sobre-a-fome/].

domingo, 19 de julho de 2020

Como referir obra de autor desconhecido no texto científico - NBR 6023-2002 ABNT - Monografias e TCCs

  Bom dia! No que se refere à lista das Referências, a NBR 6023/2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a norma que define as formas para serem mencionadas/referidas as obras/autores consultados para a escrita de um texto científico, incluindo os textos acadêmicos. Em 08 de outubro de 2017, publiquei o artigo “Como referir obras de autor desconhecido? Da Série Como elaborar as Referências”, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/10/como-referir-obras-de-autor.html], tema ao qual voltarei hoje.
  Recentemente, recebi comentários contrários ao conteúdo do mencionado post, os quais eu aceito, e posso inclusive, reformular a explicação dada, já que não foi elaborada em uma “sequência linear”.  Em outras palavras, toda vez que se pretende transmitir determinado conteúdo a outras pessoas, existe sempre uma intencionalidade, uma das principais características do Ensino em todos os níveis educacionais.
 Assim, hoje vou subdividir este artigo em itens enumerados, para sua melhor compreensão.
   Primeiro eu vou (1) reproduzir e (2) reformular as informações oferecidas em 08 de outubro de 2017, as quais, à época, já explicaram, em si, como se deve mencionar obras de autores desconhecidos ao longo de um texto acadêmico-cientifico, para, na sequência, (3) expor alguns aspectos pertinentes à formação acadêmica de nossos estudantes.

1. Excerto de meu artigo datado de 08/10/17
[...] De acordo com a NBR 6023 (2002, p.15), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), deve-se indicar determinada fonte, como mostra o exemplo obtido na própria norma:
Exemplo 1:DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1993, 64p.[...] 
Exemplo 2:DESAFIOS da globalização das comunicações. Vitória: [s.n.], 2000. 120p.
[...]
Note(m) que em casos como este, de autoria desconhecida, a indicação da fonte dispensa o uso do negrito, como estabelece o subitem 6.5. da mesma NBR 6023 (2002, p.3), já que “o principal elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e indefinidos) e palavras monossilábicas”. [...]

2. Reformulação do trecho original 
Ao utilizarmos determinada obra cujo autor é desconhecido, “o principal elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e indefinidos), e palavras monossilábicas” (NBR 6023, 2002, p.3). 
[...] De acordo com a NBR 6023 (2002, p.15), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), deve-se indicar determinada fonte, como mostra o exemplo obtido na própria norma:
Exemplo 1:DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1993, 64p.[...]   
Exemplo 2:DESAFIOS da globalização das comunicações. Vitória: [s.n.], 2000. 120p.
[...]

3. Minhas observações sobre os comentários negativos nesta data

   Por acreditar ser o papel do educador(a) a importância em reformular determinada explicação, quando surge qualquer tipo de questionamento por parte de seu aluno(a)/leitor(a), ou então, perde-se o objetivo de ensinar/esclarecer/informar determinado conceito/teoria.
   Assim, ao modificar (acima) a explicação dada em outubro de 2017, eu coloquei as explicações em uma ordem “linear”, embora tenha utilizado exatamente as mesmas frases  no artigo anterior.
   De início, quero destacar que eu não me ofendo ao receber determinados comentários críticos, assim como eu não me importo em publicá-los, ou refazer as explicações dadas, como é o caso de hoje.
 Entretanto, acredito firmemente que ao final de um curso de graduação, os(as) universitários(as) já devem ter absorvido todos os direitos adquiridos, ao serem aprovados no vestibular, como o ir e vir, faltar, e outras decisões que a maioridade lhes permite.  
  Da mesma forma em que os direitos são absorvidos, é fundamental que os deveres também o sejam, notadamente, a organização para os estudos, assim como a adoção do hábito de leitura e de práticas de anotações ou resumos, que irão agregar muito aos seus novos saberes, impactando tanto os seus resultados acadêmicos, quanto nas outras áreas de suas vidas.
 Posto isto, no que se refere a esta nova explicação “linear”, as ideias foram expostas de uma forma gradual, e imagino que sua compreensão tenha ficado mais inteligível; contudo, nem sempre vamos encontrar os conteúdos exatamente como esperamos/precisamos.
 E é aqui que surge um novo aspecto bem importante, no que tange aos alunos(as) universitários(as): refiro-me à questão da prática habitual da leitura, e da interpretação e compreensão de textos.
  Leffa (s.d., p.268) aborda semelhanças e diferenças entre “compreender e interpretar”, defendendo que um texto com “[...] uma imagem, uma música [...]” pode ser comparado a um quebra-cabeças cuja montagem, pelo leitor(a), deve ser direcionada pelo escritor(a). Defende ainda que “compreender e interpretar” devem completar-se ao longo da leitura, para que o “trabalho didático seja produtivo”.
 Equivale a dizermos que o aprendizado só se efetivará no caso de as explicações dadas abrangerem a dimensão exata do que e como as informações foram escritas, considerando a forma como seu leitor(a)/receptor(a) as recebe.
   Já Caldes (2009, p. 65) reporta as teorias de Grize*, quando defende que:
o trabalho de esquematização traduz-se, na sua essência, num trabalho de construção − seja do discurso, seja pelo discurso − podendo ainda ser encarado numa dupla vertente: enquanto processo e enquanto resultado. Assim, do ponto de vista processual, podemos dizer que esquematizar corresponde a organizar, no contexto de uma situação comunicativa particular, o material verbal disponível e em uso num dado momento de utilização da língua. Tal organização, realizada imperativamente em função de um interlocutor específico, obedece assim a uma selecção e gestão do material verbal adequado à criação do(s) efeito(s) de sentido pretendido(s) – isto é, aquele(s) capaz(es) de irem ao encontro da finalidade comunicativa do texto.
  Ainda Leffa (s.d.) refere a importância do saber construído por cada um de nós, enquanto alunos(as)/leitores(as). 
   A ideia sobre os alunos serem “tábua rasa” ao entrarem na escola é algo há muito superado, porque cada um de nós se constitui de conhecimentos, hábitos e rotinas desde que nascemos, aprendidos no seio familiar. Nas palavras de Leffa (s.d., p.258): “O leitor não é uma entidade vazia; ele tem uma experiência de vida preservada em sua memória, que precisa ser acionada quando inicia a leitura”.
   Neste sentido, Leffa (s.d., p. 255) reporta um conceito elaborado por Rosenblatt* (2004, p.1369), que vai de encontro ao meu pensamento, e que estou tentando explicar hoje: “Cada leitura é uma transação que ocorre entre o leitor e o texto em um determinado momento e lugar. (...) O sentido não está pronto nem dentro do texto nem dentro do leitor, mas surge durante a transação".
  Já Tourinho (2011, p. 326) traz reflexões sobre as deficiências dos  estudantes brasileiros quanto à falta de hábito de leitura: 
Saber ler é uma exigência das sociedades modernas. Há, porém, uma importante diferença entre saber ler e praticar efetivamente a leitura: se aquela é uma necessidade pragmática e permite a realização individual de atividades básicas, como executar tarefas cotidianas, a esta é um importante instrumento para o exercício da cidadania e para a inclusão social do indivíduo.
 Eu concordo com os autores abordados, já que nós, professores, temos ampla compreensão sobre cada aluno trazer, dentro de si, diferentes saberes, parte dos quais serão realinhados conforme os conteúdos estudados.
  Enfim, a questão aqui levantada se refere à importância da leitura por parte de cada um de nós, prática fundamental em todas as etapas de nossas vidas, e inclusive, em todas as profissões.
  Bons estudos!
Regina Del Buono
Email: abntouvancouver@gmail.com
Skype: abntouvancovuer2012

REFERÊNCIAS

CALDES, Ana. Esquematização e Interpretação de Texto(s). Estudos Linguísticos, n.4, p.63-78, Edições Colibri/CLUNL, Lisboa, 2009. Disponível em: [http://fabricadesites.fcsh.unl.pt/clunl/wp-content/uploads/sites/12/2018/02/4d-ana-caldes.pdf]; acesso em 14 jul 2020. 

LEFFA, Vilson J. Leffa. Interpretar não é compreender: um estudo preliminar sobre a interpretação de texto. Universidade Católica de Pelotas. Disponível em: [http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/interpretar_compreender.pdf]; acesso em 14 jul 2020. 

TOURINHO, Cleber. Refletindo sobre a dificuldade de leitura de alunos do Ensino Superior: "Deficiência ou simples falta de hábito"? Revista Lugares de Educação, Bananeiras/PB, vol. 1, n. 2, p. 325-346 , jul.-dez. 2011. Disponível em: [
https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rle/article/view/10966]; 


* GRIZE, Jean-Blaise (1982). De la logique à l’argumentation. Genève-Paris: Droz. Maingueneau, Dominique (1997). Os Termos-Chave da Análise do Discurso. Lisboa: Gradiva.

* ROSENBLATT, L. M. (2004). "The transactional theory of reading and writing". [In] R.B. Ruddell & N.J. Unrau (Eds.), Theoretical models and processes of reading (5th ed., pp. 1363–1398). Newark, DE: International Reading Association.