domingo, 16 de fevereiro de 2020

O texto científico, a NBR 6023/2003 e o Coronavírus

    Bom dia! Ao elaborar um texto científico, é fundamental que todas as fontes lidas e consultadas sejam mencionadas ao longo do mesmo, validando as informações nele contidas, conferindo um embasamento teórico sustentável, além de reforçar a argumentação estabelecida em toda a sua extensão.
   Esta obrigatoriedade está baseada na ABNT NBR 6023/2003 – Referências, como indicada em sua definição original:
fixa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apresentação da informação originada do documento e/ou outras fontes de informação. Esta Norma destina-se a orientar a preparação e compilação de referências de material utilizado para a produção de documentos e para inclusão em bibliografias, resumos, resenhas, recensões e outros.
   Como forma de demonstração de um texto científico, e com base no formato da ABNT, defini desenvolver um pequeno trecho neste artigo, cujo tema é um problema recorrente atualmente, e que aflige a maioria das pessoas ao redor do mundo, que é a contaminação pelo coronavírus. Vale a pena a leitura.

...
    Entre os principais sintomas do coronavírus, estão a tosse seca, febre alta, dor de cabeça, febre, dores musculares, cansaço excessivo e dificuldades para (ANVISA, 2020). São sintomas que se assemelham aos de uma gripe comum, mas que podem comprometer a saúde de indivíduos que estejam com baixa imunidade, ou que detenham problemas e/ou doenças respiratórias, os quais, podem desenvolver pneumonia em diferentes graus, ou até mesmo chegar à morte (SANTOS, 2002).
      Segundo matéria publicada pela BBC News Brasil (2020), trata-se de:
um vírus desconhecido pela ciência até há pouco tempo vem causando uma doença pulmonar grave em centenas de pessoas na China, e já foi detectado em mais 12 países – Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Canadá, Austrália, Malásia, Japão, Nepal, Tailândia, Taiwan e Vietnã. Não há registro de casos confirmados no Brasil.
    Os primeiros casos surgiram na cidade de Wuhan (China) em dezembro de 2019, sendo que o vírus foi transmitido de animais para pessoas que visitaram o mercado local, onde são vendidos animais selvagens vivos, entre eles, cobras, morcegos e castores. Apelidado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por coronavírus COVID-19, já no início de janeiro teria infectado mais de 5 mil pessoas e ocasionado a morte de outras 80, naquele país (LEMOS, 2020).
    Uma vez que existem diferentes famílias de vírus coronavírus, defende-se que o COVID-19 é um vírus semelhante ao que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002 (LEMOS, 2020). 
   Com base nas informações oferecidas pela Sociedade Brasileira de Infectologia, a Central Unimed (2020) esclarece que o coronavírus existe desde meados de 1960, integrando “uma grande família de vírus que podem causar desde resfriados – que podem passar despercebidos pelo corpo – até mesmo síndromes respiratórias mais graves que precisam de um acompanhamento médico mais intenso”.
    A “Agence France-Presse” (AFP) estabeleceu uma cronologia inicial da extensão do contágio de pessoas e consequências da infecção, como segue (GAUCHAZH, 2020):
31 de dezembro de 2019: A China alertou a Organização Mundial de Saúde 9OMS) a respeito do surgimento de vários casos de uma pneumonia de origem desconhecida, na cidade de Wuhan, onde habitam 11 milhões de pessoas;09 de janeiro de 2020: Foram anunciadas pelas autoridades chinesas, as primeira análises sequenciais do vírus, informando que os casos de pneumonia eram devidos a um novo tipo de coronavírus;11 de janeiro de 2020: Autoridades chinesas de saúde anunciam a primeira morte local;13 de janeiro de 2020: Em 13 de janeiro, foi notificado pela OMS o primeiro caso de pessoa infectada fora da China, em uma mulher que voltava de Wuhan;17 de janeiro de 2020: os Estados Unidos definem pela realização de exames de detecção em três aeroportos americanos importantes, inclusive um em Nova York, que recebe voos diretos de Wuhan. Nesse sentido, Tailândia, Hong Kong, Singapura, Austrália e Rússia intensificaram os controles sobre a chegada de voos vindos de zonas de risco;20 de janeiro de 2020: o cientista chinês Zhong Nanshan admitiu à emissora estatal CCTV a comprovação da transmissão de contágio a humanos.Nessa mesma data, foi noticiado o primeiro óbito humano em Pequin;28 de janeiro de 2020: confirmados dois primeiros casos de contaminação humana fora do território chinês, sendo um na Alemanha e outro no Japão, pessoas que não teriam visitado a China recentemente.
   Segundo reportagem de Carbinatto (2020), os pesquisadores chineses defendem que o pangolin, mamífero da África e Ásia, ameaçado de extinção, e que é o animal mais traficado do mundo, foi o hospedeiro intermediário do vírus que contaminou seres humanos:
De acordo com as análises realizados pelos cientistas, da Universidade Agrícola do Sul da China, em mais de mil animais selvagens, o material genético do 2019-nCoV – o vírus que vem infectando humanos e causando sintomas respiratórios – é 99% igual ao material genético de um vírus encontrado em pangolins, o que faz desse animal o melhor candidato, até agora, a ter trazido a doença para nós.
   Tendo em vista que ainda não existem vacinas contra o coronavírus, Santos (2020) reporta as recomendações preventivas de três fontes importantes, que são: Organização Mundial de Saúde, Sociedade Brasileira de Infectologia, e as orientações obtidas em entrevista com o médico infectologista Dr Alberto Chebabo, responsável pelo Centro Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, são elas: 1. medidas de higiene pessoal, entre elas a lavagem periódica das mãos com água e sabão, especialmente depois de espirrar, tossir, ter contato com animais, além do uso de álcool gel; 2. manter distância de pessoas com sintomas de tosse, coriza e febre; 3. evitar o contato físico com animais doentes; 4. manter sua vacinação pessoal em dia.

   
   É importante destacar que no caso deste pequeno texto científico fosse apreciado dentro da academia, possivelmente algumas das fontes aqui utilizadas não fossem aceitas pelo(a) orientador(a), especialmente as reportagens
   Entretanto, em sendo assunto estritamente recorrente, é com base na grande mídia, que por sua vez se baseia nas informações obtidas nos órgãos de saúde nacionais e internacionais que as reportagens são elaboradas e oferecidas ao grande público.
   Bons estudos.
Regina Del Buono
email: abntouvancouver@gmail.com
Skype: abntouvancouver2012
REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 6023/2003 – Referências.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA. Coronavírus: acompanhe as ações da Anvisa. Matéria publicada em Janeiro de 2020. Disponível em: [http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus]; acesso em 03 fev 2020.

BBC NEWS BRASIL. Coronavírus na China: perguntas e respostas sobre doença pulmonar que matou 81 pessoas e chegou a 13 países. Matéria publicada em 22 jan 2020. Disponível em: [https://www.bbc.com/portuguese/geral-51060492]; acesso em 02 fev 2020.

CARBINATTO, Bruno. Este pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos. Matéria publicada em 07 fev 2020. Disponível em: [https://super.abril.com.br/saude/este-pode-ter-sido-o-animal-que-passou-o-novo-coronavirus-para-humanos/]; acesso em 10 fev 2020.

CENTRAL UNIMED - Coronavírus: principais sintomas e cuidados. Artigo publicado em 31 jan 2020. Disponível em: [https://www.unimed.coop.br/viver-bem/saude-em-pauta/coronavirus-principais-sintomas-e-cuidados]; acesso em 03 fev 2020.

GAUCHAZH - Coronavírus: confira como a doença surgiu na China e se espalhou por outros países. Matéria publicada em 28 jan 2020. Disponível em: [https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/01/coronavirus-confira-como-a-doenca-surgiu-na-china-e-se-espalhou-por-outros-paises-ck5xzklrq03fn01plpktc59dj.html]; acesso em 06 fev 2020.

LEMOS, Marcela. Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns. Matéria publicada em fev 2020. Disponível em: [https://www.tuasaude.com/misterioso-virus-da-china/]; acesso em 06 fev 2020.

SANTOS, Maria Tereza. Como se prevenir do coronavírus? Matéria publicada em 04 fev 2020. Disponível em: [https://saude.abril.com.br/medicina/como-se-prevenir-coronavirus/]; acesso em 06 fev 2020.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

domingo, 9 de fevereiro de 2020

A importância da escrita cientifica

  Bom dia! No presente, é grande a importância da escrita científica. Em um contexto acadêmico, assim como em diferentes textos e estilos de redação, quando seguimos as regras da metodologia científica, reforçamos a argumentação necessária ao fortalecimento das ideias/informações constantes de um texto, por meio da menção das fontes consultadas para sua fundamentação.
   Dito de outra forma, se afirmamos que determinado fato aconteceu, e fornecemos detalhes sobre o mesmo, ao mencionarmos números, localidade, envolvidos, providências, etc., assim como de onde obtivemos cada um desses elementos, damos ao(s) nosso(s) leitor(es) todas as informações de que pode(m) precisar para inteirar-se do assunto, formar uma opinião pessoal e com isso, concordar ou até mesmo discordar.
  Já os estudantes universitários obrigam-se a cumprir as normas da Metodologia Científica, seja da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), American Psychological Association (APA) ou as regras da metodologia VANCOUVER, conforme o tipo de produção textual e a finalidade da mesma.
  Neste sentido, reporto aqui um trecho de meu primeiro ebook, trecho este que menciona Soares (2002), explicando que os textos acadêmicos de cunho científico foram instituídos nos cursos universitários, a partir de 2001 (DEL BUONO, 2015. 
   Destaca-se que tal exigência surgiu a partir da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei n. 9.394/96, ainda vigente, que rege todos os níveis de ensino no país, inclusive o superior, como define o Artigo 53, Capítulo IV – Da Educação Superior, em seu texto original:
Art. 53º. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições: [...]Inciso III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa científica, produção artística e atividades de extensão (BRASIL, LDB nº. 9394/96, p. 16-20).
  Cabe destacar ainda que algumas regras da escrita científica são utilizadas em diferentes tipos de textos, pois, como explicado no início deste post, reforçam a argumentação desenvolvida na comunicação feita, permitindo ao(s) leitor(es) que fiquem bem informados.
   O uso das citações diretas tem sido comum há anos, especialmente nos livros didáticos do ensino fundamental e do médio, e dessa forma, além de fornecer as fontes de onde os dados foram obtidos, acostumam o olhar dos estudantes da educação básica.
   Bons estudos
Regina Del Buono
abntouvancouver@gmail.com
Skype: abntouvancouver2012
REFERÊNCIAS 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 14724/2005 – Trabalhos acadêmicos. 2005.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em:[http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf]; acesso em 05 dez 2019.

DEL-BUONO, Regina C. Como elaborar o resumo da monografia? Coleção: Artigos e Monografias sem Mistérios. São Paulo. 2015, 44f. ISBN: 691.132.

SOARES, Maria Susana Arrosa (Coord.). A Educação Superior no Brasil. Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe IESALC – Unesco – Caracas. Porto Alegre – Brasil; Novembro de 2002. 332.f. Disponível em:[http://flacso.redelivre.org.br/files/2013/03/1109.pdf[; acesso em 05 dez 2019.

domingo, 27 de outubro de 2019

Descritores ou palavras-chave? Exemplos?

  Bom dia! A definição de descritores a serem indicados em um texto acadêmico-científico, ou, que colabore para que um texto científico seja, efetivamente, indexado à lista dos já existentes, depende de uma série de cuidados de seu autor. 
   Dar exemplos aleatórios de descritores significa deixar de lado sua real importância neste contexto. Em 22 de novembro de 2015, publiquei um artigo denominado “O que são palavras-chave ou descritores em Pesquisa Científica?”, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2015/11/o-que-sao-palavras-chave-ou-descritores.html], ao qual voltamos hoje, para aprofundar tais explicações, e responder à seguinte indagação recebida:
Exemplos de descritores são? em O que são palavras-chave ou descritores em Pesquisa Científica?
  Bem, embora pareçam sinônimos, o termo descritores e a expressão palavras-chave, obrigatórias nos Resumos de textos científicos, tanto quanto nos textos acadêmico-científicos, guardam diferenças, para as quais devemos sempre nos atentar.
   Acontece que existe uma grande preocupação da comunidade científica, no sentido que os descritores sejam definidos de forma adequada a cada tema a ser desenvolvido, e, especialmente, que as regras de cada periódico sejam seguidas à risca, para que suas publicações sejam, efetivamente, indexadas, permitindo que seus artigos sejam localizados.
      De acordo com Brandau, Monteiro e Braile (2005, p.IX),
[...] A busca pela informação científica disponível na literatura pode se tornar improdutiva ou confusa sem uma compreensão básica de como o conhecimento é organizado ou indexado [5]. Para a tarefa de indexação nas bases de dados, há equipes especializadas formadas por bibliotecários, profissionais da área da saúde, incluindo médicos, que lêem cada artigo e assinalam, em cada um deles, os descritores mais específicos e apropriados. [...]
   Assim, para responder à indagação recebida, que motivou este novo artigo, eu sugiro ao acadêmico que observe um outro trecho do artigo de Brandau et al. (2005, p.IX):
[...] Na definição do tema, a especificidade do assunto e a escolha correta dos descritores são decisivas para uma adequada busca da literatura [6]. Desta forma, evita-se uma quantidade excessiva de artigos que não interessam. A aplicação destes descritores não se resume apenas na busca de artigos que possam embasar a redação de artigos científicos ou possam ser usados na sustentação de opiniões. Muito pelo contrário, eles têm uma aplicação muito mais ampla e devem ser incorporados à prática clínica diária. O processo de encontrar resposta apropriada a uma dúvida surgida durante o atendimento ao paciente depende de como estruturamos a pergunta. [...].”
    Na mesma linha de raciocínio, Pompei (2010, p. 213) destaca que:
“Descritor é, nas palavras de Nobre e Bernardo, “um termo ou palavra-chave que a base de dados utiliza para indexar o artigo.”1 O descritor confere maior especificidade à busca realizada. Devemos entender que, em uma base de dados de alta qualidade, como, por exemplo, a MEDLINE, palavras que não são descritores padronizados também levarão a um resultado na pesquisa, pois bases com essa qualidade conseguem agrupar palavras não padronizadas em certos descritores padronizados.”
  Pompei (2010) refere a infinidade de informações disponíveis nos meios eletrônicos na atualidade, ressaltando que, para obtermos embasamento científico, no contexto da Saúde, é fundamental que sejam consultadas as bases Medline (via Pubmed), LILACS, Scielo e a Biblioteca Cochrane.
 Por fim, Pompei (2010) chama ao cuidado do pesquisador sobre os dados a serem inseridos em uma das bases de dados consultadas, no sentido de que elas compreendam, de fato, o que está sendo pesquisado.
  Diante dessas respostas, eu aconselho ao(s) meu(s) leitor(es) que atente(m) devidamente para os sites consultados ao longo de suas buscas eletrônicas, e, principalmente, que atente(m) para as obras selecionadas, e que observe(m), com carinho, os descritores delas constantes, que poderão colaborar para a definição dos descritores ou palavras-chave a serem inseridas em sua produção científica.
  Espero ter respondido devidamente à dúvida recebida, eu desejo boas pesquisas e excelente produção!
Regina Del Buono 
Skype: abntouvancouver2012
Referências

BRANDAU, Ricardo; MONTEIRO, Rosangela; BRAILE, Domingo M. Importância do uso correto dos descritores nos artigos científicos. Rev Bras Cir Cardiovasc 2005; 20(1): VII-IX. Disponível em: [http://www.scielo.br/pdf/rbccv/v20n1/v20n1a04.pdf]; acesso em 03 jul 2019.

POMPEI, Luciano de Melo. Descritores ou palavras-chave nas bases de dados de artigos científicos. FEMINA, maio de 2010, vol. 38, n. 5, p. 231-2. Disponível em: [http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n5/a001.pdf]; acesso em 03 jul 2019. 

sábado, 26 de outubro de 2019

Gritar ou sussurrar com as crianças? ... Escola do Sentir

"Quanto mais baixo se fala mais as crianças ouvem

A parentalidade está a evoluir a passos largos.

Há cada vez pais mais conscientes que conseguem conjugar o seu dia-a-dia e a parentalidade de uma forma absolutamente singular. 

Que conseguem guardar um tempo para se repensar e para equilibrar a forma como estão a educar. 

Apesar destas conquistas, continuamos a observar quer em contexto familiar, quer em contexto escolar, que a maioria dos adultos opta por gritar com as crianças quando quer que levem a cabo uma tarefa que não estão a executar. 

Ou quando, simplesmente, querem repreender. 

domingo, 20 de outubro de 2019

Como inserir os dados da Pesquisa de Campo no texto científico

  Elaborar uma pesquisa de campo, propondo perguntas a respeito de determinado assunto/situação, perguntas a serem respondidas por voluntários, é algo que requer certos cuidados, muita organização por parte do universitário/pesquisador, e, especialmente, a boa utilização do material coletado, incluindo sua inserção dentro do texto acadêmico-científico. A este respeito já publiquei inúmeros artigos neste blog, cuja lista completa consta ao final deste post.

sábado, 19 de outubro de 2019

domingo, 13 de outubro de 2019

Como iniciar um artigo científico a partir de um TCC aprovado?

   Olá! Em continuidade às explicações sobre a transformação de uma monografia/TCC em artigo científico, e, para dar sequência ao post publicado aqui em 06 de outubro de 2019, intitulado “Como transformar um TCC em artigo científico?”, disponível em [http://www.abntouvancouver.com.br/2019/10/como-transformar-um-tcc-em-artigo.html], voltamos ao mesmo tema, para responder à Janaína Duarte:

sábado, 12 de outubro de 2019

domingo, 6 de outubro de 2019

Como transformar um TCC em artigo científico?

   Olá! É comum que parte dos universitários tenham um interesse mais profundo em determinado tema, e, dessa forma, ao continuarem sua formação e ingressaram em pós-graduação ou níveis acima, queiram continuar pesquisando e escrevendo sobre um assunto, e para tanto, modificam apenas o enfoque. Neste contexto surgem várias dúvidas sobre como otimizar um trabalho acadêmico-científico já aprovado no âmbito da academia. 
   De início, eu gostaria de mencionar um post aqui publicado em 06 de agosto de 2017, intitulado: “Como transformar a monografia em artigo científico? Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/08/como-transformar-monografia-em-artigo.html], assunto ao qual voltaremos hoje, para rememorar alguns de meus artigos anteriores acerca deste assunto, para atender a uma indagação recebida da Janaína Duarte: 
Olá, bom dia Regina!
Vi sua postagem em uma página sobre como tranformar o TCC em artigo. Gostei muito, foi esclarecedor! Obrigada. Gostaria de tirar uma dúvida com você, se possível, é sobre acrescentar novas referencias ou citações, caso alguns dados demandem um respaldo mais específico caso eu encontre, além das que já estão no meu TCC. Seria aceitável? Desde já, agradecida! 
   Para responder à Janaína, sim, é fundamental, além de interessante e saudável, que novas obras/autores sejam pesquisados e implementados aos conteúdos de seu novo texto, já que transformar um TCC em artigo não significa, simplesmente, deletar ou suprimir alguns parágrafos, como se fosse um resumo do trabalho inicial. 
   Uma vez que se trata de uma nova produção, baseada em seu TCC já aprovado, é comum que sua pesquisa tenha um novo objetivo, requerendo, automaticamente, que novos conceitos/obras e autores sejam consultados e acrescentados aos conteúdos em desenvolvimento. 
   Cabe destacar aqui que os teóricos e conceitos utilizados em seu texto original, assim como em seu novo texto sejam mencionados vinculados a você, isto é, você deve “informar” aos seus leitores que as teorias ora abordadas já foram mencionadas em seu texto original, utilizando das regras da metodologia científica a ser utilizada.
   Dito de outra forma, você passa a ser mais uma entre as fontes de consulta/pesquisa, isto é, assim como as demais obras/autores listados nas Referências de seu artigo (em produção), o seu TCC também deverá constar dessa lista, e o seu nome ao longo do texto. 
   Caso seu trabalho inicial não faça parte das Referências, e/ou o seu nome não seja mencionado/citado ao longo de seu artigo em desenvolvimento, você estará incorrendo em autoplágio.  
   A este respeito, destaco um de meus artigos anteriores, vale a pena conferir: Autoplágio e Autocitação. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/08/autoplagio-e-autocitacao.html]; publicado em 26 ago 2017. 
   Outros posts relacionados aos temas acima constam de uma lista, ao final deste, vale a pena conferir. Porém, caso ainda restem dúvidas, por favor, escreva diretamente para o meu email, que responderei com a brevidade possível.
   Um abraço! 
Regina Del Buono 
abntouvancouver@gmail.com
Skype: abntoouvancouver2012 
REFERÊNCIAS 

DEL-BUONO, Regina C. Monografia e artigo científico: quais as diferenças? Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/09/monografia-e-artigo-cientifico-quais-as.html]; publicado em 10 set 2017. 
__________, Os textos científicos e a questão do plágio – Lei n. 9.610/1998 – Direitos Autorais. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/07/os-textos-cientificos-e-questao-do.html]; publicado em 16 jul 2017. 
__________, A Redação Científica e a Lei n. 9.610/1998 - Direitos Autorais. Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2017/07/a-redacao-cientifica-e-lei-n-96101998.html]; publicado em 09 jul 2017.
__________, O que é plágio e como evitar o plágio no texto acadêmico-científico? Disponível em: [http://www.abntouvancouver.com.br/2014/10/o-que-e-plagio-e-como-evitar-o-plagio.html], publicado em 19 out 2014.

sábado, 5 de outubro de 2019

domingo, 29 de setembro de 2019

Como elaborar as Referências no padrão VANCOUVER?



   Olá! É comum surgirem algumas dúvidas sobre o padrão a seguir, quando se trata da  elaboração das Referências no padrão da metodologia VANCOUVER. A respeito deste assunto, publiquei, em oportunidades anteriores, alguns artigos para demonstrar os modelos e indicar fontes, que constam ao final deste post. 

   Hoje voltamos a discorrer sobre as Referências segundo as Normas VANCOUVER, para responder à questão enviada para mim, por email, pela Vaneuza N S Andrade, em agosto passado. Vamos lá...

sábado, 28 de setembro de 2019

O choro de um professor... Lupércio Rizzo

"Em que momento temos a certeza que valeu a pena ter saído de casa para trabalhar? 

Qual é o propósito da nossa vida? São perguntas profundas que passam muitas vezes despercebidas, mas que, em alguns momentos, quando menos se espera reaparecem como pergunta ou inquietação, mas também como plena felicidade.

Ha quinze dias conheci um aluno que veio fazer uma disciplina em regime de dependência chamada relações interpessoais. Logo na primeira aula eu confundi o horário e o local e por isso dei um cano no aluno. Ficou para a semana seguinte nosso primeiro encontro que deveria, obviamente, se iniciar pelo meu pedido formal de desculpas pelo ocorrido, foi o que fiz.

Como atualmente ocupo uma sala na coordenação e trata-se de um único aluno, optamos por trabalhar na minha sala, na verdade uma conversa sobre alguns textos. Começamos de maneira formal com teoria e tal. O aluno, um homem feito de mais de trinta anos muito sério e compenetrado. Vale dizer que não é fácil pensar em didática para uma pessoa apenas.

A partir da segunda noite decidimos sair e andar pelo campus enquanto conversávamos, fui atender duas turmas do curso que coordeno e ele me acompanhou, depois paramos pelos corredores, tomamos café e passamos a falar sobre questões filosóficas.

Nossa noite foi tomada por assuntos como ética, relações familiares, destino, a existência de Deus, política, ideologia, amor, paixão, ódio e medo. Nossa conversa teve início, mas não sabíamos o final. Dois homens maduros, que nunca se viram antes, que possivelmente nunca mais se encontrarão, mas que, naquele momento, trocavam ideias de forma aberta, sincera, sem freios ou melindres. A sintonia que só o pensamento pode fazer surgir.

Na terceira e penúltima noite nos sentamos lado a lado para participar de um debate sobre suicídio, naquela noite, novamente não éramos aluno e professor, mas duas pessoas querendo aprender e apreciando o momento da reflexão desinteressada, afetuosa e, verdadeiramente fraterna.

Chegou a última noite, hoje (26/09/2019). Meu aluno (ou amigo?), me perguntou se poderia vir mais cedo, o que concordei sem problemas. Ele sentou frente a mim e contou algo sobre a família, irmão e esposa. Olhamos para o texto que talvez seria nosso norte e… Deixa o texto para lá.

Hoje ele me falou sobre amor e paixão, conversou sobre confiança e traição, parceria e apoio. Hoje ele me falou sobre aprendizado, sobre acreditar em si mesmo e, especialmente, sobre a influência que faz em nossas vidas ter alguém que confia em nós, que nos apoia.

No meio da conversa ele me disse que muitas vezes temos todas as respostas e caminhos dentro de nós, apenas precisamos destravar ou encontrar o que já existe, é uma questão de olhar no canto certo, sem medo.

No final ele levantou e disse que aprendeu muito comigo, que teve uma experiência linda e que nossas conversar vão ecoar por muito tempo. Disse que ter tido essas quatro noites farão toda diferença na vida dele.

Eu preciso dizer que ele está parcialmente errado, se professor é aquele que aprende ao ensinar, posso dizer que talvez eu nunca tenha sido tão professor, tive quatro noites de aprendizado de humanidade e de vida. Hoje valeu a pena ter saído de casa, hoje teve um legado.

Ao final, dois homens que não se conheciam e que não terão contato futuro, em um abraço no qual os dois, sem explicação, sem justificativa ou motivo aparente, choraram em silêncio e em comunhão. Um homem, muitas vezes, escolhe chorar nos ombros de quem ama muito, confia demais e por isso entrega sua alma.

Obrigado aluno estranho e fortuito por ter me proporcionado um dos mais especiais momentos de minha carreira, obrigado por me fazer aluno e ser tão bom mestre."


Prof. Dr. Lupércio Rizzo
Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo

domingo, 12 de maio de 2019

Dias felizes para as mamães ... 2019

"Conta-se que São Pedro, muito preocupado ao notar a presença de algumas almas que ele não se lembrava de tê-las deixado entrar no céu, começou a investigar e encontrou um lugar por onde elas entravam.

Dirigiu-se então até o Senhor e lhe disse: