domingo, 29 de janeiro de 2017

Os Estudos Observacionais Descritivos – Estudos Seccionais ou de Prevalência - Série: Os Tipos de Estudos Científicos em Saúde

   Bom dia! Os Estudos de Prevalência ou Seccionais constituem o segundo tipo dos Estudos Observacionais Descritivos (CARVALHO e ROCHA, 2008). Este artigo dá continuidade à série Os tipos de Estudos Científicos em Saúde, iniciado aqui em 03 de julho de 2016, cujo link é [http://www.abntouvancouver.com.br/2016/07/os-tipos-de-estudos-da-area-de-saude.html]. ...   Ângelo (2011) define que um Estudo Seccional é um dos tipos de estudos realizados na área de Saúde, enquanto que um Estudo de Prevalência refere-se às medidas de frequência de determinado fenômeno.
   Por sua vez, Sarraf, Miranda, Besteiro et al. (2015, p.10-11) ensinam que um estudo de Prevalência, ou Estudo Seccional é aquele que, “descreve fenômenos, suas características, exposição a certos fatores, simultaneamente” (grifo dos autores). A partir de um exemplo, estes autores explicam, em outras palavras, o conceito dado inicialmente: pode-se observar a “ocorrência do fenômeno (câncer colorretal) e descrever sua prevalência (idade, sexo, raça, etc), e ainda, a exposição a fatores determinantes, como a alimentação, tabagismo, estresse, etc”, tudo ao mesmo tempo.
   No que se refere aos Estudos Seccionais, Lima-Costa e Barreto (2003, p. 194 ) explicam tratar-se de um [...] “tipo de investigação começa com um estudo para determinar a prevalência de uma doença ou condição relacionada à saúde de uma população especificada (por exemplo, habitantes idosos de uma cidade). As características dos indivíduos classificados como doentes são comparadas às daqueles classificados como não doentes”.
   Neste sentido, Sarraf et al. (2015), explicam destacam que são relações atemporais, já que pode-se “analisar dados sobre alguém estar doente, mas não, sobre ficar doente”. Estes autores destacam que os Estudos Seccionais costumam ser muito utilizados pelo Governo Federal, quando necessários para avaliação da saúde pública, a partir de dados da população a ser analisada.
   Bons estudos!
Regina Del Buono
abntouvancovuer@gmail.com

REFERÊNCIAS 

ÂNGELO, Jussara Rafael. Conceitos Básicos em Epidemiologia. São José dos Campos. 30 de Junho de 2011. Disponível em: [http://www.dpi.inpe.br/geocxnets/wiki/lib/exe/fetch.php?media=wiki:branches:epidemiologia_jussara.pdf]; acesso em 05 março 2016.

CARVALHO, Eduardo Rebouças; ROCHA, Hermano Alexandre Lima. Estudos Epidemiológicos. Faculdade de Medicina – Universidade Federal do Ceará.  2008. Disponível em: [http://www.epidemio.ufc.br/files/05estudosepidemiologicos.pdf]; acesso em 06 fev 2016.

LIMA-COSTA, Maria Fernanda; BARRETO, Sandhi Maria. Tipos de estudos epidemiológicos: conceitos básicos e aplicações na área do envelhecimento. Epidemiologia e Serviços de Saúde, vol. 12 n.4, p.1890201, out/dez de 2003. Disponível em: [http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v12n4/v12n4a03.pdf]; acesso em 05 março 2016.

SARRAF, Jonathan Souza; MIRANDA, Henrique da Costa; BESTEIRO, Alana Valéria Matos; SILVA, Luiz Carlos Costa; SARQUIS, Sotero Netto. Guia de delineamento de estudos: Como delinear estudos na área da saúde. Belém- PA, Oncológica Brasil - Ensino e Pesquisa, 1. ed. 2015. Disponível em:[http://www.oncologica.com.br/ensinoepesquisa/pdf/Guia%20de%20Delineamento%20de%20estudos-%20Como%20delinear%20estudos%20na%20área%20da%20saúde%20-%201ªEdição.pdf]; acesso em 05 março 2016. 

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