domingo, 2 de agosto de 2020

Problema versus Hipótese do texto acadêmico-científico - Monografias e TCCs

   Boa tarde! A questão da hipótese, ou resposta hipotética no texto acadêmico-científico é um dos elementos iniciais com o qual o universitário(a)pesquisador(a) deve se preocupar, no momento de elaborar sua monografia/TCC. Dito de outra forma, são três os elementos iniciais: a escolha do tema, a definição do problema a ser investigado e a resposta a esse problema, que é a hipótese. Para explicar de forma simplista o conceito sobre uma hipótese científica, falemos antes sobre a importância da problematização de determinada situação. Em 05 de julho de 2020, publiquei um artigo denominado “O problema da pesquisa acadêmico-científica – Monografias e TCCs”, cujo link é: [http://www.abntouvancouver.com.br/2020/07/o-problema-da-pesquisa-academico.html]. A respeito do problema na pesquisa científica, Barros (2008, p.152) define que:
Problematizar é lançar indagações, propor articulações diversas, conectar, construir, desconstruir, tentar enxergar de uma nova maneira, e uma série de operações que se fazem incidir sobre o material coletado e os dados apurados. Problematizar, nas suas formulações mais irredutíveis, é levantar uma questão sobre algo que se constatou empiricamente ou sobre uma realidade que se impôs ao pesquisador.
   Uma vez que tanto o problema de um estudo acadêmico-científico, quanto a resposta ao mesmo devem acontecer na perspectiva científica, cabe destacar a definição dada por Fonseca (2008, p.19) sobre “a aquisição/construção do conhecimento em ciência, que é o “método científico”. Caracteriza-se por um conjunto de procedimentos racionais e pré-estipulados de que o pesquisador se utiliza para atingir uma determinada meta”.
   Já que o problema a ser investigado numa pesquisa acadêmica consiste em ser uma pergunta, a resposta ao mesmo deve ser uma afirmação categórica, ainda que seja uma resposta hipotética. Equivale a dizermos que essa resposta hipotética é uma suposição, isto é, “[...] uma asserção provisória que, longe de ser uma proposição evidente por si mesma, pode ou não ser verdadeira [...] (BARROS, 2008, p. 152-3).
   No caso de universitários(as) que estão elaborando pela primeira vez um trabalho científico, a compreensão dos elementos do texto, como um todo, assim como as diferentes etapas, costumam exigir o levantamento de obras/autores que discorram a respeito do tema escolhido, materiais esses que deverão ser amplamente analisados, permitindo sua maior compreensão.
    Aqui, eu mencionaria Gil (1996), ao defender que é preciso ter experiência na área cujo tema está sendo desenvolvido, mas, de minha parte, acredito ser fundamental – de fato – a leitura e compreensão das teorias analisadas, além da comparação das ideias, permitindo então, que seja proposta uma resposta hipotética, que, se feita desta forma, estará baseada no empirismo, isto é, nos conceitos defendidos pelos especialistas, e com isso, permitindo a viabilidade da hipótese proposta.
    Assim, estou defendendo que os(as) iniciantes na escrita científica devam dedicar-se à leitura e aprofundamento nas obras selecionadas para a elaboração de seu trabalho acadêmico-científico, permitindo aos acadêmicos(as) a proposição de uma hipótese que seja confirmada ao longo das teorias abordadas em seu texto.
    Bons estudos!
Regina Del Buono
Skype: abntouvancouver2012
Referências 
BARROS, José D’Assunção. As hipóteses nas Ciências Humanas — considerações sobre a natureza, funções e usos das hipóteses. 2008. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, n. 07, p. 151-162, set./dez.2008. Universidade de Lisboa. Disponível em: [http://sisifo.ie.ulisboa.pt/index.php/sisifo/article/view/127/211]; acesso em 02 maio 2020.
FONSECA, Regina C Veiga da. Metodologia do Trabalho Científico. 1.ed. rev. – Curitiba, PR: IESDE Brasil, 2012. Disponível em: [https://biblioteca.isced.ac.mz/bitstream/123456789/786/1/METODOLOGIA%20DO%20TRABALHO%20CIENTÍFICO.pdf]; acesso em 02 maio 2020.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

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